Seafuture Awards 2025: Jovens pesquisadores dão rumo à inovação na Economia Azul
- Redação Mundo Mar

- 1 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Projetos finalistas mostram como a ciência aplicada ao mar pode transformar o futuro.

La Spezia, Itália – A quinta edição dos Seafuture Awards, realizada dentro da programação da Seafuture 2025, destacou o talento e a criatividade de jovens pesquisadores europeus que estão dando forma ao futuro da Economia Azul. Promovido pelo Distretto Ligure delle Tecnologie Marine (DLTM) e pela Italian Blue Growth (IBG), o prêmio recebeu 38 trabalhos de estudantes de graduação, mestrado e doutorado, selecionando sete finalistas que apresentaram pesquisas de alto nível em robótica subaquática, engenharia offshore, sustentabilidade e simulação hidrodinâmica.
Entre os projetos universitários, o italiano Nicola Trento, do Politécnico de Milano, apresentou um estudo sobre a análise da dirigibilidade de estacas offshore, com foco na fadiga por fricção, tema fundamental para aumentar a segurança estrutural em plataformas marítimas. Já Vincenzo Cimino, da Universidade de Pádua, desenvolveu um sistema distribuído de medição para redes acústicas subaquáticas, que pode melhorar a comunicação entre sensores e veículos autônomos em operações de pesquisa e defesa. Também da Universidade de Pádua, Davide Costa adaptou o Robotic Operating System (ROS) para o ambiente subaquático, criando uma estrutura de comunicação capaz de permitir que robôs marinhos e AUVs se comuniquem em tempo real durante missões de inspeção e exploração.

O trabalho de Umberto Severino, da Universidade da Calábria, foca em técnicas de imagem 3D aplicadas ao mapeamento de ambientes submersos, recurso essencial tanto para o monitoramento ambiental quanto para a inspeção de cabos e oleodutos. Na Universidade de Pisa, Simone Tani pesquisou a autonomia de robôs subaquáticos utilizando sensores externos, com o objetivo de tornar mais eficiente o monitoramento ambiental e a inspeção de infraestruturas. Já Nicolò Sicca, da Universidade de Gênova, apresentou uma abordagem inovadora para o aproveitamento da lignina Kraft, subproduto da indústria do papel, avaliando catalisadores magnéticos aplicados à pirólise e abrindo caminho para soluções energéticas alinhadas à economia circular. Fechando a lista de finalistas, o colombiano Yosef Shmuel Guevara Salamanca, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, desenvolveu um sistema de simulações hidrodinâmicas em tempo real para robótica marinha, capaz de prever o comportamento dos veículos frente às correntes e fluidos, otimizando operações subaquáticas.

Além da categoria universitária, os Seafuture Awards High School também marcaram presença, com estudantes da Ligúria apresentando propostas criativas voltadas à inovação sustentável. Entre os destaques estão o projeto de uma houseboat sustentável batizada de “Waves & Wonders”, a valorização do uso da madeira em construções navais do futuro e estudos sobre novas tecnologias aplicadas à segurança da navegação e à preservação ambiental.
Durante a cerimônia, Lorenzo Forcieri, presidente do DLTM, destacou que a inovação é o único caminho para uma competitividade boa e sustentável, ressaltando o papel central dos jovens nesse processo. Já Cristiana Pagni, presidente da Italian Blue Growth, enfatizou que os projetos apresentados demonstram como a nova geração pode se tornar não apenas o futuro, mas também o presente da Economia Azul, trazendo ideias disruptivas, entusiasmo e paixão pelo mar.
Com apoio de parceiros estratégicos como a Fincantieri, além de instituições internacionais ligadas à sustentabilidade e à defesa, os Seafuture Awards 2025 consolidam-se como um espaço de valorização do conhecimento e um hub de talentos que conecta universidades, centros de pesquisa e empresas do setor. Os vencedores das duas categorias serão escolhidos pelas empresas expositoras da feira e premiados oficialmente nos próximos meses, reforçando a vocação da Seafuture em projetar a nova geração de profissionais que irão liderar a transformação do setor marítimo em escala global.
Por: Redação Mundo Mar
Fotos: Mundo Mar




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