Blue Nautical HUB Brasil se consolida como plataforma estratégica de conexão para a Economia do Mar
- há 2 horas
- 12 min de leitura
Evento reuniu visitas técnicas, simpósio internacional, encontro de negócios, articulação política, cooperação institucional, cultura náutica e conexões nacionais e internacionais para fortalecer a cadeia produtiva do setor náutico brasileiro.

Santa Catarina, Brasil, maio de 2026 — O Blue Nautical HUB Brasil 2026 encerrou sua programação deixando como principal legado a consolidação de uma plataforma estratégica de conexão para a Economia do Mar. Durante uma semana intensa, o evento reuniu empresários, especialistas, representantes do poder público, entidades nacionais e internacionais, estaleiros, marinas, fornecedores, profissionais do setor e lideranças políticas em uma agenda voltada ao conhecimento, aos negócios, à articulação institucional e ao fortalecimento da cadeia produtiva náutica brasileira.
Realizado entre os dias 26 de abril e 1º de maio, o Blue Nautical HUB Brasil integrou visitas técnicas, o III Simpósio Internacional Economia Azul, encontro de negócios, reuniões institucionais, encontro da Cofradía Europea de la Vela, mesas de debate, palestras, networking qualificado e entregas concretas para o setor.
Mais do que um evento, o HUB se posicionou como um ambiente de construção coletiva. Sua proposta foi conectar quem produz, quem investe, quem regula, quem pesquisa, quem empreende, quem representa e quem desenvolve a Economia do Mar no Brasil e no exterior.
Ao longo da semana, o evento mostrou que a náutica não pode ser compreendida apenas como lazer. Ela envolve indústria, comércio, serviços, turismo, tecnologia, inovação, sustentabilidade, formação profissional, infraestrutura, cultura oceânica, políticas públicas, geração de empregos e desenvolvimento regional.
Visitas técnicas abriram a semana conectando empresários à realidade produtiva do setor

A programação começou com uma imersão técnica em alguns dos principais polos da indústria, da infraestrutura e dos serviços náuticos de Santa Catarina. Durante dois dias, empresários, especialistas, representantes institucionais e convidados internacionais puderam conhecer de perto operações que ajudam a explicar a força, a complexidade e a diversidade da cadeia náutica brasileira.
O primeiro dia teve início em Itajaí, com visitas à Azimut Yachts, ao Estaleiro OKEAN, à operação ligada à produção das embarcações Ferretti Yachts no Brasil, à Fibrafort e à Marina Itajaí. A agenda foi encerrada em Itapema, no novo e icônico Píer O Porto, empreendimento que já se apresenta como uma nova referência turística, gastronômica e econômica sobre as águas.

Mais do que conhecer estruturas físicas, os participantes foram recebidos por lideranças das próprias empresas. Na Azimut Yachts, no Estaleiro OKEAN, na Schaefer Yachts, na Sessa Marine Brasil / Intech Boating e nas marinas visitadas, os grupos tiveram acesso direto a CEOs, presidentes e diretores, criando um ambiente de relacionamento qualificado entre tomadores de decisão, empresários e representantes do mercado nacional e internacional.
Esse contato direto foi um dos grandes diferenciais do Blue Nautical HUB Brasil. Ele permitiu que os participantes compreendessem não apenas os produtos e as estruturas, mas também a visão estratégica, os investimentos, os desafios, a tecnologia, a gestão e a quantidade de mão de obra envolvida em cada operação.

No segundo dia, os empresários embarcaram para conhecer a Fazenda Marinha Freguesia, em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis. A visita apresentou uma importante vertente da Economia do Mar ligada à maricultura, à produção local, ao turismo de experiência, à gastronomia e ao uso sustentável dos recursos marinhos.

Na sequência, o grupo conheceu uma das três unidades da Schaefer Yachts, onde está localizado o centro de desenvolvimento do estaleiro em Santa Catarina. No local, os participantes puderam ver de perto a exclusiva máquina CNC de 5 eixos, destacada como única no mercado náutico, evidenciando o nível de precisão industrial, tecnologia e inovação aplicado à construção de embarcações.

Logo depois, os empresários visitaram a Marina Pier 33, localizada às margens do Rio Biguaçu, conhecendo uma operação de marina que integra estrutura náutica, serviços, atendimento especializado e uma relação direta com a navegação na Grande Florianópolis.

A agenda seguiu para o segundo parque fabril da Schaefer Yachts, no município de Palhoça, onde os participantes acompanharam a operação construtiva das embarcações, os processos produtivos e a complexidade envolvida em cada etapa de fabricação.

Em seguida, foram recebidos no estaleiro Sessa Marine Brasil / Intech Boating, também em Palhoça, ampliando ainda mais a compreensão sobre a diversidade e a força produtiva da náutica catarinense.
As visitas impressionaram os participantes pela dimensão das operações, pelo nível tecnológico, pela organização industrial e pela quantidade de profissionais envolvidos. Cada parada mostrou que a náutica movimenta engenharia, design, laminação, marcenaria, elétrica, mecânica, acabamento, logística, gestão, comercialização, turismo, serviços especializados e pós-venda.

O encerramento das visitas técnicas aconteceu aos pés da icônica Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, que completa 100 anos em 2026. Em um cenário simbólico para Santa Catarina, os convidados foram recebidos na terceira unidade da Schaefer Yachts, localizada junto à ponte, onde um coquetel marcou o fim da imersão.
Na ocasião, o presidente da Schaefer Yachts, Márcio Schaefer, e seu sócio Pedro Odílio Phelippe receberam os participantes e compartilharam parte da trajetória que ajudou a impulsionar o desenvolvimento do setor náutico em Santa Catarina. O momento reforçou a importância da visão empreendedora, da continuidade industrial e da construção de um movimento que transformou o estado em uma referência nacional na produção náutica.
As visitas técnicas foram um dos pilares mais importantes do Blue Nautical HUB Brasil. Elas estreitaram relacionamentos, abriram portas, aproximaram empresas e mostraram, na prática, que a Economia do Mar é formada por uma cadeia ampla, sofisticada e altamente geradora de empregos, conhecimento e oportunidades.
III Simpósio Internacional Economia Azul ampliou o debate sobre o futuro do setor

Um dos momentos centrais da semana foi o III Simpósio Internacional Economia Azul, que reuniu especialistas, empresários, lideranças institucionais e representantes do poder público em uma programação intensa de palestras e mesas de debate.
O simpósio trouxe temas fundamentais para o avanço da Economia do Mar, como infraestrutura náutica, desenvolvimento de marinas, indústria naval de recreio, turismo náutico, sustentabilidade, governança, inovação, ambiente de negócios, Reforma Tributária, Mercosul, internacionalização, formação profissional, esportes náuticos, planejamento territorial e o papel das cidades costeiras no desenvolvimento econômico.
As mesas de debate reuniram nomes escolhidos pela relevância técnica e pela atuação direta no setor, criando um ambiente de alto nível para discutir gargalos, oportunidades e caminhos concretos para o crescimento da náutica no Brasil.
Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais compartilharam experiências, dados, visões de mercado e exemplos de como a Economia do Mar pode ser compreendida de forma transversal. O debate mostrou que o setor náutico envolve muito mais do que embarcações: envolve indústria, turismo, cultura marítima, tecnologia, meio ambiente, esporte, educação, inovação e políticas públicas.
A presença de convidados internacionais também ampliou a visão sobre mercados mais maduros e reforçou a importância de o Brasil olhar para o mar como uma plataforma de desenvolvimento econômico e social.
Dados da Economia do Mar abrem nova etapa para o setor

Entre os momentos mais relevantes do simpósio esteve a apresentação de dados e indicadores ligados à Economia do Mar em Santa Catarina, com a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento.
A apresentação reforçou a importância de mensurar, organizar e dar visibilidade ao impacto econômico das atividades relacionadas ao mar, especialmente em uma cadeia produtiva que historicamente ainda carece de dados oficiais mais estruturados e atualizados.
Como desdobramento direto dessa agenda, foi firmado um acordo de cooperação entre o Governo de Santa Catarina e a ACATMAR — Associação Náutica Brasileira para o compartilhamento de informações e indicadores econômicos ligados às atividades que compõem a Economia do Mar.
Esse movimento representa um avanço estratégico para o setor náutico, pois abre caminho para a construção de uma base de dados mais precisa, capaz de orientar políticas públicas, investimentos, infraestrutura, planejamento, turismo, formação profissional e desenvolvimento econômico.
Para a ACATMAR, que atua em âmbito nacional na representação do setor náutico, a consolidação de dados é uma etapa fundamental para que a náutica seja reconhecida como uma economia estruturante, com impacto real na geração de empregos, renda, negócios e oportunidades.
Articulação política e entrega do Projeto Marina-Escola reforçaram o papel do HUB como plataforma de conexão

O Blue Nautical HUB Brasil também promoveu momentos de articulação política voltados ao fortalecimento institucional da Economia do Mar. Entre eles, destacou-se o encontro com o presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar, senador Esperidião Amin, em uma agenda que aproximou setor produtivo, instituições de ensino, entidades representativas e poder público em torno de pautas estruturantes para o desenvolvimento da cadeia náutica brasileira.
Um dos atos mais importantes desse momento foi a entrega do Programa de Extensão em Economia Azul — Projeto Âncora: Marina-Escola, realizada pelo Prof. Dr. Vinicius De Luca Filho, Diretor-Geral do Câmpus Florianópolis-Continente do Instituto Federal de Santa Catarina — IFSC.
A proposta representa uma iniciativa estratégica de formação, pesquisa, inovação e desenvolvimento territorial aplicada à Economia do Mar, com foco na qualificação profissional, na produção de conhecimento e na articulação entre instituições, setor produtivo e sociedade.
A entrega do projeto durante o Blue Nautical HUB Brasil simbolizou, na prática, aquilo que o evento se propôs a construir: conexões capazes de gerar entregas concretas para o setor. Mais do que um encontro institucional, o ato reforçou a importância de aproximar a educação técnica, a pesquisa aplicada, o poder público e a iniciativa privada para responder a uma das principais demandas da Economia do Mar: a formação de mão de obra qualificada e preparada para as chamadas profissões azuis.
A Marina-Escola surge como uma proposta estruturante para simular a dinâmica real de uma marina, integrando ensino, extensão, pesquisa, inovação, cultura oceânica, turismo náutico, operações de marina, serviços, governança costeira e desenvolvimento territorial. Ao ser apresentada no contexto do HUB, a iniciativa ganhou ainda mais força por estar conectada a um ambiente onde estavam reunidos empresários, especialistas, representantes institucionais e lideranças políticas com capacidade de impulsionar sua implementação.
A aproximação com a Frente Parlamentar da Economia do Mar reforçou ainda a necessidade de levar as demandas do setor náutico para o centro do debate público nacional. Em um país com uma das maiores costas do mundo, vocação turística, capacidade industrial e enorme potencial de desenvolvimento, a Economia do Mar precisa ser tratada como uma pauta estratégica.
O diálogo evidenciou que o avanço da náutica depende de integração entre setor produtivo, entidades representativas, poder público, instituições de ensino, especialistas e legisladores. Temas como infraestrutura, tributação, segurança jurídica, formação de mão de obra, marinas, turismo náutico, inovação, sustentabilidade e planejamento costeiro precisam estar conectados a uma agenda nacional de desenvolvimento.
Essa foi mais uma entrega concreta gerada pelas conexões do Blue Nautical HUB Brasil. O evento mostrou que, quando os atores certos estão no mesmo ambiente, ideias deixam de ser apenas propostas e passam a ganhar caminho institucional, força política e possibilidade real de execução.
Encontro de negócios mostrou, na prática, a força da conexão entre ACATMAR e Sebrae/SC

Outro grande destaque da programação foi o Encontro de Negócios B2B, realizado de forma inédita a bordo de uma embarcação. O momento traduziu, na prática, a essência do Blue Nautical HUB Brasil: conectar os atores certos para gerar oportunidades reais para a cadeia produtiva da Economia do Mar.
A iniciativa demonstrou a importância da união entre entidades estratégicas. De um lado, a ACATMAR — Associação Náutica Brasileira mobilizou empresas âncoras, estaleiros, marinas e lideranças com poder de decisão dentro do setor. De outro, o Sebrae/SC aplicou sua metodologia de encontros de negócios B2B, estruturando uma dinâmica objetiva, organizada e voltada à geração de resultados.
Essa conexão entre ACATMAR e Sebrae/SC foi decisiva para transformar relacionamento em oportunidade concreta. O encontro reuniu cerca de 70 empresas, conectando fornecedores, estaleiros, marinas, prestadores de serviço, representantes institucionais e potenciais parceiros comerciais em reuniões diretas, qualificadas e com foco em negócios.
Realizado em um formato inovador, dentro de uma embarcação, o B2B do Blue Nautical HUB Brasil criou um ambiente único de aproximação entre quem oferece soluções e quem compra, decide e influencia o mercado.
Empresas de diferentes regiões do Brasil, além de representantes dos Estados Unidos e da Europa, participaram da dinâmica, ampliando o alcance nacional e internacional das conexões geradas durante o evento.
Mais do que uma rodada de reuniões, o encontro mostrou que o HUB é capaz de entregar resultado na prática. As empresas participantes saíram com a percepção clara de que esse modelo representa uma oportunidade diferenciada para estar frente a frente com tomadores de decisão, apresentar produtos e serviços, abrir mercados, construir parcerias e iniciar negociações reais.
O Encontro de Negócios reforçou um dos principais pilares do Blue Nautical HUB Brasil: quando entidades, metodologia e mercado caminham juntos, a conexão deixa de ser apenas discurso e se transforma em desenvolvimento, negócios e novas possibilidades para toda a cadeia náutica.
Cofradía Europea de la Vela fortaleceu a dimensão cultural e internacional do HUB

A programação também contou com o encontro da Cofradía Europea de la Vela, entidade internacional ligada à cultura marítima, à vela, à tradição náutica e ao fortalecimento dos laços entre países conectados pelo mar.
A presença da Cofradía no Blue Nautical HUB Brasil ampliou a dimensão internacional do evento e reforçou a importância da cultura náutica como parte essencial da Economia do Mar.
O encontro reuniu cofrades, convidados, autoridades e representantes do setor em um momento simbólico de aproximação entre Brasil e Europa, fortalecendo a cooperação internacional, a diplomacia náutica, a cultura marítima e a construção de novas conexões institucionais.
A participação da Cofradía mostrou que a Economia do Mar também se constrói por meio da história, da tradição, da educação náutica, da preservação da cultura marítima e da capacidade de criar pontes entre diferentes países e mercados.
Palestras e mesas de debate mostraram que barco não é apenas lazer: é economia
Ao longo da semana, uma das mensagens mais fortes do Blue Nautical HUB Brasil foi a necessidade de ampliar a compreensão sobre o setor náutico.
A náutica não pode ser vista apenas como lazer ou consumo de alto padrão. Ela envolve indústria, comércio, serviços, turismo, manutenção, tecnologia, formação profissional, eventos, esportes, marinas, sustentabilidade, inovação, arquitetura naval, design, engenharia, comunicação, hotelaria, gastronomia, transporte, cultura e desenvolvimento territorial.
Os painéis e palestras mostraram que a Economia do Mar é um ecossistema amplo e interdependente. Cada embarcação movimenta uma cadeia produtiva. Cada marina pode impulsionar uma região. Cada evento náutico pode gerar impacto econômico. Cada política pública bem estruturada pode abrir oportunidades para cidades, empresas e comunidades.
Temas como Reforma Tributária, Mercosul, infraestrutura, sustentabilidade, marinas, turismo náutico, esportes, internacionalização e ambiente de negócios foram tratados com profundidade, mostrando que o setor precisa estar preparado para os desafios regulatórios, econômicos e estruturais que impactam diretamente sua competitividade.
Essa foi uma das grandes construções do HUB: mostrar que o setor náutico precisa ser reconhecido como uma economia organizada, com potencial de crescimento, geração de empregos e inserção internacional.
Networking qualificado foi um dos grandes ativos da semana

O Blue Nautical HUB Brasil também se destacou pelo networking qualificado. Durante toda a programação, empresários, especialistas, representantes de entidades, gestores públicos, lideranças internacionais e profissionais do setor estiveram lado a lado em ambientes pensados para gerar aproximação real.
Nas visitas técnicas, nas mesas de debate, nos encontros institucionais, no simpósio, no encontro de negócios, nos momentos de convivência e nas agendas paralelas, o HUB proporcionou um ambiente favorável para conversas estratégicas e construção de confiança.
O evento conectou quem produz com quem compra, quem investe com quem planeja, quem representa com quem executa, quem pesquisa com quem decide, quem está no Brasil com quem atua no mercado internacional.
Esse é um dos principais diferenciais do Blue Nautical HUB Brasil: ser uma plataforma que transforma relacionamento em oportunidade.
Uma plataforma de conexões para o futuro da Economia do Mar
O principal legado do Blue Nautical HUB Brasil foi a criação de uma plataforma viva de conexões.
Durante a semana, empresas se aproximaram de fornecedores, especialistas dialogaram com gestores públicos, entidades nacionais se conectaram a instituições internacionais, lideranças políticas ouviram demandas do setor, empresários apresentaram soluções, visitantes conheceram operações reais e novas oportunidades começaram a ser desenhadas.
O HUB mostrou que o desenvolvimento da Economia do Mar depende de uma rede bem articulada. E essa rede começa quando o setor deixa de atuar de forma isolada e passa a construir agendas comuns.
O evento conectou conhecimento, mercado e política. Conectou Brasil e exterior. Conectou indústria e turismo. Conectou sustentabilidade e negócios. Conectou dados, estratégia e tomada de decisão.
Mais do que um encontro, o Blue Nautical HUB Brasil se posicionou como um ambiente permanente de articulação para fortalecer a cadeia produtiva náutica brasileira.
“O HUB nasceu para conectar quem constrói a Economia do Mar”
Para os realizadores, o Blue Nautical HUB Brasil não termina com o encerramento da programação oficial. Ao contrário, a semana marcou o início de uma nova etapa de trabalho, com desdobramentos institucionais, novas conversas internacionais, oportunidades de negócios e planejamento para as próximas edições.
“O Blue Nautical HUB Brasil nasceu para ser uma plataforma de conexão para a Economia do Mar. Durante essa semana, vimos empresas conversando, negócios sendo iniciados, especialistas compartilhando conhecimento, o poder público se aproximando do setor e entidades internacionais criando pontes com o Brasil. Esse é o verdadeiro papel do HUB: conectar para construir”, destaca Leandro Mané Ferrari, presidente da ACATMAR e do Blue Nautical HUB Brasil.
Segundo ele, o evento mostrou que o setor náutico brasileiro precisa ocupar um novo espaço na agenda econômica do país.
“Quando falamos em náutica, não estamos falando apenas de barcos. Estamos falando de indústria, empregos, turismo, serviços, tecnologia, marinas, formação profissional, sustentabilidade e desenvolvimento regional. O Brasil tem um potencial gigantesco na Economia do Mar, mas precisa transformar esse potencial em planejamento, dados, políticas públicas e negócios concretos”, completa.
Construção coletiva e apoios estratégicos
O Blue Nautical HUB Brasil 2026 foi uma construção coletiva, realizada por Mundo Mar Consulting, ACATMAR — Associação Náutica Brasileira, Cofradía Europea de la Vela e Sebrae/SC, reunindo entidades, empresas, instituições e lideranças comprometidas com o fortalecimento da Economia do Mar.
O evento contou com patrocínio de Schaefer Yachts e Marine Telematics, além do apoio oficial de ARB Legal, Fibrafort, Navalcare, Personal Boat, Hotel Castelmar e Escunas Pirata Florianópolis.
Também foram fundamentais os apoios institucionais de Salón Náutico Argentino, ANB — Associação Náutica da Bahia, AGAN+ — Asociación Galega de Actividades Náuticas, ADAN Canarias, IFSC Câmpus Florianópolis-Continente, Iate Clube Veleiros da Ilha e ACOBAR — Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos.
Essa rede de apoiadores reforça exatamente o propósito do HUB: unir diferentes atores da cadeia produtiva, do conhecimento, da representação institucional, da cultura náutica e do mercado para criar conexões reais, gerar oportunidades e construir uma agenda estratégica para o futuro da Economia do Mar no Brasil.
Próxima edição já começa a ser construída
Com os resultados alcançados, o Blue Nautical HUB Brasil já projeta seus próximos passos. A edição de Abril de 2027 deve ampliar ainda mais a proposta de conexão, incluindo novas oportunidades internacionais, rodadas de negócios, debates técnicos, visitas, articulação institucional e uma agenda voltada à inovação, tecnologia, componentes, insumos e soluções para o setor náutico.
A construção iniciada em 2026 deixa uma mensagem clara: o Brasil tem potencial para ocupar um papel muito mais relevante na Economia do Mar, mas isso exige conexão, dados, visão estratégica, cooperação e protagonismo.
E é exatamente esse o papel que o Blue Nautical HUB Brasil passa a ocupar: uma plataforma para conectar o futuro da Economia do Mar.
Por: Redação Mundo Mar
Fotos: Mundo Mar






























Comentários