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ATAN: Galícia aposta na formação de auxiliares técnicos para impulsionar o turismo náutico no Atlântico

  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura

Programa ATAN – Auxiliar Técnico em Atividades Náuticas, uma iniciativa criada para profissionalizar o mercado de esportes e turismo náutico



Castrelo de Miño (Galícia/Espanha) virou o centro das atenções do setor náutico nesta semana, com a apresentação do programa ATAN – Auxiliar Técnico em Atividades Náuticas, uma iniciativa criada para profissionalizar o mercado de esportes e turismo náutico e preparar uma nova geração de profissionais para atuar em clubes, bases náuticas e infraestruturas esportivo-recreativas.


O ato oficial reuniu Xurxo Rodríguez (alcalde/prefeito de Castrelo de Miño), Beatriz Alberte (presidente do Clube Náutico de Castrelo de Miño) e Francisco Quiroga (presidente da AGAN – Asociación Galega de Actividades Náuticas), entidade responsável pela organização do curso.


Formação com apoio público e foco em um setor emergente


Subvencionado pela Consellería de Traballo e pela Dirección Xeral de Desenvolvemento Pesqueiro, o ATAN nasce com um objetivo claro: qualificar mão de obra para um setor que cresce rapidamente, mas que exige padrões técnicos, segurança e competências multidisciplinares para atender tanto a náutica esportiva quanto o turismo náutico.


A proposta ganha ainda mais relevância ao reunir 15 alunos de diferentes regiões da Galícia, com participantes de Castrelo de Miño, Pontevedra, Carnota, Lira, Muros, Santiago de Compostela, Foz e Ribadeo. O programa também chama atenção por sua projeção internacional, contando com a presença de uma aluna que veio especialmente de Montevidéu (Uruguai) para participar da formação.


Castrelo de Miño como “sala de aula” e vitrine do turismo náutico


A AGAN destaca que a meta é consolidar um corpo de auxiliares técnicos polivalentes, preparados para atuar em diferentes ambientes de trabalho, como:


  • Castrelo de Miño, apontado como um dos quatro primeiros Centros ao Ar Livre (CAL) da Galícia

  • Centro ao Ar Livre de Taboada

  • Sete bases náuticas previstas no Plano de Dinamização Turística Costa da Morte

  • Além de qualquer infraestrutura esportivo-náutica, pública ou privada


Na prática, isso conecta formação técnica com território, estrutura e oportunidade — um caminho que, no mundo todo, costuma ser decisivo para transformar potencial natural em economia do mar.


Como funciona o curso ATAN


O programa foi desenhado para 800 horas, com a possibilidade de divisão em 4 módulos de 200 horas, permitindo a entrada gradual de alunos. A duração mínima é de 6 meses, com aulas de segunda a sexta-feira.


Conteúdos do ATAN (o que o aluno aprende)


O currículo combina técnica, operação, segurança, turismo e manutenção:


  • Meio ambiente marinho

  • Remo e canoagem/piragüismo

  • Vela leve e windsurf

  • Turismo náutico

  • Práticas em empresas (estágio)

  • Manutenção de materiais e equipamentos

  • Formação para a igualdade

  • Teoria e prática de barco a motor (inclui P.E.R.)

  • Socorrismo e RCP

  • Mergulho – Open Water Diver (O.W.D.)


Ou seja: não é apenas “aprender a conduzir” é formar um profissional completo para operar, orientar, manter, prevenir riscos e entregar uma experiência turística com padrão.



Experiência europeia: ponte direta com a Bretanha (França)


Um dos pontos mais estratégicos do ATAN é sua conexão com a Bretanha (França), onde esse tipo de formação já funciona há anos. A parceria entre Nautisme en Bretagne e a AGAN aproxima diretrizes e conteúdos para facilitar o reconhecimento institucional do diploma em escala transnacional.


Além disso, a cooperação permitiu transferência de conhecimento e metodologia, trazendo para a Galícia uma base já testada no cenário europeu — algo que acelera resultados e ajuda a consolidar um padrão de qualificação no Espaço Atlântico.


Por que isso importa para o setor náutico


Programas como o ATAN mostram um caminho que vários países costeiros vêm adotando: não existe turismo náutico forte sem gente preparada. Quando a formação é estruturada, o território ganha:


  • Mais segurança operacional

  • Melhor experiência para turistas

  • Mais empregabilidade e geração de renda local

  • Crescimento do calendário de atividades e eventos

  • Maior profissionalização de clubes, bases e marinas

  • Fortalecimento da economia do mar com impacto real no comércio e nos serviços


Mais do que um curso, o ATAN é um passo estratégico para transformar potencial natural em economia do mar, garantindo segurança, padrão de qualidade e profissionais preparados para fazer o turismo náutico crescer de forma sólida em toda a fachada atlântica.


Por: Redação Mundo Mar

Fotos: Região da Galicia - Mundo Mar






 
 
 

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